“Não andem, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? De certo o Pai celestial de vocês sabe que vocês necessitam de todas estas coisas; Mas, busquem primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas serão acrescentadas a vocês”. (Mateus 6. 31-33)
Embora possamos reconhecer que há algo de verdadeiro em todas as deturpações evangelísticas, o falso evangelho induz as pessoas a saltar etapas na busca das promessas da vida cristã.Como consequência disso, muitos ainda preferem acreditar seriamente que agora que estão a caminho com Cristo receberam algum tipo de poder para se apropriar de bênçãos materiais. Assim, ao invés de aquietar o coração e confiar, na maioria dos casos a vaidade cresce, as preocupações se amontoam e a cobiça prospera.
Exatamente para evitar isso, Jesus ensina os discípulos a deixarem de lado suas inquietações para buscarem primeiramente o Reino e sua justiça. Se não há força contra a ansiedade é porque invertemos a ordem dos fatores. É comum encontrarmos cristãos que trocaram a busca do Reino de Deus, pelas boas coisas dessa vida colocando em segundo plano a busca pelas coisas do alto. Mas não há como fugir do que foi estabelecido no evangelho. não podemos usar Deus para angariar coisas desta vida e ao mesmo tempo afirmar que somos cristãos. Tal postura apenas demonstra falta de compreensão da palavra do Reino. E nesse caso estamos impedidos de gerar frutos para Deus. Quando vier o fogo da provação não nos restará força alguma.
Antes de experimentarmos os privilégios de nossa filiação, devemos aprender a andar como servos, como alguém que não possui qualquer direito, a não ser o direito de se livrar de suas pretensiosas requisições humanas. Ao nos apresentar um Pai amoroso que deseja acrescentar graciosamente tudo o que é necessário pra nós, ele está direcionando nossa fé à busca pela promessa de conhecimento real desse Pai e não pelas coisas que ele nos concede. Os ensinos do novo testamento são unânimes nesse propósito e quando obedecidos, será possível verificar um rompimento total das barreiras de incredulidade que nos impede de vivermos livres como filhos no reino de nosso Pai.
Exatamente para evitar isso, Jesus ensina os discípulos a deixarem de lado suas inquietações para buscarem primeiramente o Reino e sua justiça. Se não há força contra a ansiedade é porque invertemos a ordem dos fatores. É comum encontrarmos cristãos que trocaram a busca do Reino de Deus, pelas boas coisas dessa vida colocando em segundo plano a busca pelas coisas do alto. Mas não há como fugir do que foi estabelecido no evangelho. não podemos usar Deus para angariar coisas desta vida e ao mesmo tempo afirmar que somos cristãos. Tal postura apenas demonstra falta de compreensão da palavra do Reino. E nesse caso estamos impedidos de gerar frutos para Deus. Quando vier o fogo da provação não nos restará força alguma.
Antes de experimentarmos os privilégios de nossa filiação, devemos aprender a andar como servos, como alguém que não possui qualquer direito, a não ser o direito de se livrar de suas pretensiosas requisições humanas. Ao nos apresentar um Pai amoroso que deseja acrescentar graciosamente tudo o que é necessário pra nós, ele está direcionando nossa fé à busca pela promessa de conhecimento real desse Pai e não pelas coisas que ele nos concede. Os ensinos do novo testamento são unânimes nesse propósito e quando obedecidos, será possível verificar um rompimento total das barreiras de incredulidade que nos impede de vivermos livres como filhos no reino de nosso Pai.
Paulo também estava atento a isso. Quando nos ensina a orar lançando sobre Cristo nossas ansiedades, ele está querendo dizer que ao fazermos isso, nosso coração estará livre para prosseguir em comunhão com o nosso redentor. E nessa liberdade haverá espaço para ouvir a palavra e caminhar para o alvo sem impedimento algum. Esta é a grande questão aqui. Não importa o quanto somos ricos em dons espirituais. Se o nosso anseio ainda é pelas coisas do mundo, teremos que nos livrar disso ou andaremos algumas milhas a mais no deserto até que estejamos aptos a agir como filhos de Deus e co-herdeiros com Cristo.
A busca prioritária pelo Reino é a única forma de livrar nosso coração da cobiça que há no mundo. Somente depois disso saberemos o que significa ser guiado, suprido e governado por Cristo. Pois vencer a si mesmo é a essência da promessa de liberdade que Jesus está nos propondo quando nos promete libertação pelo conhecimento da verdade. Sendo ele o único Senhor e nós sua propriedade exclusiva, é uma incoerência pensar que ele estará nos guiando enquanto nosso coração resistente se nega a desapossar o antigo senhor. Isso seria o mesmo que admitirmos que o ladrão é perdoado enquanto está saqueando.
Foi para a liberdade que ele nos chamou, mas antes de entrar na terra prometida há um deserto e depois do deserto, um Jordão para atravessar. Não somos conduzidos ao deserto para receber bênçãos materiais e sim para vencermos o desejo carnal de obtê-las. O deserto é o lugar no qual aprendemos a confiar, deixando a cargo do Pai o atendimento de nossas reais necessidades. Burlar esses ensinos nos é tão prejudicial quanto o aprendizado humano que nos transformou em espertos advogados de nós mesmos.
O evangelho deve ser vivido exatamente como foi estabelecido. Mesmo sabendo que o discipulado de Cristo não é seguido por regras e sim pelo mover da vida divina no interior de quem a recebeu, quando ensinamos o que não vivemos transformamos o poder do evangelho em meras palavras e nosso ensino é desprovido de poder e vazio de significação a ponto de transformar o poderoso evangelho de Cristo em pretexto bíblico para dar ocasião à ganância.
O evangelho deve ser vivido exatamente como foi estabelecido. Mesmo sabendo que o discipulado de Cristo não é seguido por regras e sim pelo mover da vida divina no interior de quem a recebeu, quando ensinamos o que não vivemos transformamos o poder do evangelho em meras palavras e nosso ensino é desprovido de poder e vazio de significação a ponto de transformar o poderoso evangelho de Cristo em pretexto bíblico para dar ocasião à ganância.
Se andarmos na palavra viveremos a experiência de constatar em realidade que no reino de Deus, o contentamento simples demonstrado em nós por uma genuína ausência de necessidades constitui uma grande riqueza.
Embora não exista no céu um Deus que imponha sobre nós algum tipo de regra que nos obrigue a viver a pão e água, fazemos parte de um sacerdócio real que é o grande cooperador na expansão de um Reino que não é desse mundo. Para sermos conduzidos à experiência de depender unicamente de Cristo, é necessário menosprezar nossas cogitações malignas e desse modo alcançar a promessa de sermos governados por Ele. Assim, veremos que as necessidades que não foram satisfeitas enquanto andamos no deserto, serão espontaneamente desfeitas sem qualquer esforço de nossa parte.
Embora não exista no céu um Deus que imponha sobre nós algum tipo de regra que nos obrigue a viver a pão e água, fazemos parte de um sacerdócio real que é o grande cooperador na expansão de um Reino que não é desse mundo. Para sermos conduzidos à experiência de depender unicamente de Cristo, é necessário menosprezar nossas cogitações malignas e desse modo alcançar a promessa de sermos governados por Ele. Assim, veremos que as necessidades que não foram satisfeitas enquanto andamos no deserto, serão espontaneamente desfeitas sem qualquer esforço de nossa parte.
Quem entra pelo aprisco das ovelhas, cedo ou tarde irá concluir que nossas carências exacerbadas e grande parte das imposições que sofríamos, eram produzidas pela vaidade que nos venceu, escravizou e nos matou. Livrar-se disso deveria ser o principal anseio de todo discípulo. Pois quando a vaidade não nos incomodar mais e nosso coração permanecer em completa paz independente se nossas carências estão sendo satisfeitas ou não, estaremos prontos para avançar e vencer as aflições do mundo andando sobre as águas.
Ivaneide Aquino
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