24/12/2015 08:56

MEU EVANGELHO

                                               
  Amo o evangelho do meu salvador e com paciência espero a manifestação de sua imagem. Caminho, não para me acomodar a algum tipo de conformação com os padrões desse mundo. Não para encontrar alegria em outro bem que não esteja associado á perfeição que nos aguarda no topo do Monte. Quem viu a glória de Cristo não terá prazer em ostentar qualquer glória sujeita a se desvanecer. Quem viu a glória do templo sabe com quem anda, para onde vai e a quem pertence.

  Não entendo como algo produzido pelo esforço humano pode ser aceito como sendo o escopo da vida cristã. Como a boa educação que humaniza pessoas e transforma homens e mulheres caídos em pecadores tão adestrados e éticos quanto distantes da glória do evangelho pode satisfazer um coração que afirma amar a  Deus. Sei o quanto o cheiro do suor que nos transforma em hebreus irrepreensíveis fere as narinas dele.

  Espero algo maior que rodar no deserto da vida, buscando o melhor pedaço na divisão do bolo que alimenta vaidades e paixões humanas. Me recuso a labutar por algo que seja menor que um fruto gerado e produzido no Reino do meu Senhor. Ainda que sendo menor, fraca e oprimida como todas as mulheres pobres do mundo, jamais aceitaria um tipo de poder espiritual que me impelisse a superar meu semelhante para angariar coisas dessa vida. Por mais extrema que seja minha fraqueza, não estou impedida de conhecer as prioridades de meu Deus e defender aquilo que é supremo para ele. É com base em tais certezas que  avalio meu progresso espiritual e desempenho no exercício da vida cristã, não pelo que ganhei, mas  pela quantidade de passos na busca da perda de mim mesma. É estranho isso, há períodos muito ruins, mas é assim que funciona.

  Guardo no silêncio de meu coração a fé que mantém meus olhos no alto para crescer e me envolver cada vez mais com o outro Reino enquanto vivo neste aqui. Minha verdadeira história tem suas bases no sangue daquele amor encarnado que caiu na terra para gerar outras vidas. Mas sei que dentro de um vaso terreno formado de barro sua vida não poderia habitar. Desde Adão a velha vida que animava o barro não podia se misturar á vida celestial. Como azeite não se mistura a água essa união seria incompatível. A carne não pode agradar a Deus. Quando o filho veio para ser o bom prazer do Pai, a vida terrena cumpriu seu propósito e chegou ao fim. Gotas de vida celestial se esvaíram do corpo de meu salvador e a vida de Adão acabou ali. Era apenas uma questão de tempo para se cumprir um propósito eterno. Adão acabou. A velha vida morreu. Ou melhor, Jesus Cristo morreu em seu lugar, pois se Adão morresse segundo o decreto, seria o fim da esperança para todos nós. É a ressurreição que nos salva dos grilhões da morte. Aquela substituição do justo pelo pecador, foi tão necessária quanto é impossível ao homem ressuscitar a si mesmo. O Pai a vida do filho a nós e nos ressuscitou nele. 

  Me recuso a crer que Ele morreu apenas para me ensinar uma nova maneira de viver a velha religião. Que se envolveu tão humilhantemente com a sujeira de minha culpa para me acorrentar a uma doutrina mais limpa e mais justa. Não creio em reforma da velha humanidade, mas no seu fim. Não tenho qualquer esperança no homem adâmico que foi destruído na cruz quando Jesus expirou. 
E a não ser pelo fato de Cristo ter ressurgido dos mortos para nos unir a ele em sua vida, nenhum de nós teria qualquer esperança de salvação. Qualquer ensino que se assemelhe ás soluções psicológicas de autoajuda são, portanto, abomináveis do ponto de vista da vida de Deus. O homem não é uma máquina com defeito nem a Igreja uma oficina. Na verdade a graça nos alcançou a tempo de sermos feitos filhos de Deus e assim se cumpriu a ordem da criação manifestada pela palavra. Pois o que se semeia não nasce se primeiro não morrer.

  Quando o sangue desse justo se derramou no solo terreno, depois de revelada a palavra pura de seu evangelho e enviado o Espírito da verdade que é a vida do próprio Deus, então a criação perfeita pode se manifestar. Esse Espírito, essa vida que o mundo não pode receber nos transformou em filhos de Deus. Só poderia ser dessa forma. Não há alívio possível para a natureza humana. Não há qualquer possibilidade de reforma em nossa natureza carnal e maligna. Deus nos criou á sua imagem, mas nos formou primeiramente com uma natureza animal. Essa era a condição da espécie em seu primeiro estágio. Deus quis assim. Primeiro a natureza animal. Primeiro o natural depois o celestial.

  Só posso aceitar a morte de Jesus nesses termos. Como o cumprimento de um desígnio eterno. Ao revelar ao mundo a  vida celestial ele estava iniciando uma obra poderosa, capaz de atingir toda a criação que depende da manifestação dos filhos de Deus para resplandecer a perfeição idealizada no projeto eterno. Mas escolheu habitar em um corpo de carne, para que diante dele todo joelho se dobre e nenhum homem tenha absolutamente nada do que se gloriar.Adão em sua primeira condição de homem inocente estava nu e não revestido. Sua natureza animal era idêntica á nossa. Porém foi após o conhecimento da lei que ele se tocou que possuía uma natureza carnal. A lei abriu os seus olhos e ele viu seu coração pecaminoso. É isso que as escrituras dizem, é nisso que creio.

  Por isso afirmo que é na ressurreição de Jesus que ganhamos vida, não em sua morte, nem no conhecimento da lei. Após a ressurreição nos tornamos participantes da natureza de Cristo pela primeira vez. Isso é o evangelho que Adão não conheceu, a vida que ele não recebeu. Me recuso a reduzir a glória da cruz aceitando religião como substitutivo da vida do filho de Deus. Ao contrário da vida de Adão a vida de Cristo é celestial e não terrena, espiritual e não carnal. Creio no poder dessa vida e sei que esse mesmo poder ressuscitará os mortos.

  E se alguma coisa sofro pelo evangelho, se há algum esforço diário em minha vida, se me reduzo e me humilho diante dele, é pela esperança de alcançar essa vitória. Pela grandessíssima promessa de tomar parte na glória divina incomparável e superior a tudo que pode ser apresentado como fruto de meu esforço. Caminho dia após dia com o coração repleto dessa alegria que as vezes parece solitária demais para que eu possa suportar. Sem nenhum temor ou receio de estar errada, afirmo que essa sensação de solidão se cumpre em meus irmãos. Esta certeza me revigora. Pois ainda que momentaneamente estejamos espalhados pelos quatro cantos da terra, somos filhos, membros da grande família de Deus Pai.

  Sigo em frente por que sei que adiante de mim está a vida que é infinitamente mais preciosa que qualquer coisa que deixei pra trás. Cristo em nós é maior que tudo que o mundo de Adão tem a nos oferecer. Diante da esperança de receber essa vida, todas as religiões do mundo têm o mesmo efeito de uma mágica enganadora depois de quebrado o encantamento. Resta-me muito pouco a desejar nessa vida. Mas aguardo ansiosamente pela manifestação da glória do evangelho em mim e em todos os meus irmãos. É esta expectativa que move meu coração para prosseguir.


Ivaneide Aquino





21/12/2015 21:20

O REINO DE DEUS E O MUNDO

         
Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. (I João 2:15.16)

   O conhecimento da verdade nos liberta da escravidão de um gigantesco sistema conhecido no novo testamento como poder do mundo tenebroso ou sistemas do principado das trevas. E enquanto pertencemos ao mundo, somos influenciados pela natureza, pelo clima, pelas leis da física pela política, economia e religião. O mundo como o vemos, governa nossa alma desde que caímos na crença do reino do mundo. De forma muito natural e espontânea nos apegamos ao sistema da mentira e a lei do pecado se apegou a nós, mas este mundo da aparência que passa, não é o Reino de Deus, Não há verdade nem sabedoria nele. Nós não somos do mundo, a eternidade está em nosso coração. Somos propriedade de Deus. É por isso que sempre que nos voltamos para este mundo ficamos insatisfeitos.

   Não nos enganemos. Somente aqueles que aprendem a manter sua atenção nas coisas do Espírito podem usufruir da verdadeira liberdade e conhecer a verdadeira alegria. Porque somente nesse tipo de pessoa haverá lugar para a verdadeira satisfação que vem de Deus. Toda vez que abaixarmos nosso olhar perderemos a  chance de andar sobre as águas e  Cristo se levantará para nos dizer que o seu Reino não é deste mundo.

  A necessidade de abandonar nossas esperanças no reino do mundo para obtermos uma experiência da vida de Deus e seus desdobramentos, é o segredo de todos os profetas e santos que pavimentaram o caminho antes de nós. Mas isso parece algo cada vez mais distante de nossa realidade quanto mais o tempo de nossa redenção se aproxima. Isso é assim, porque após algum tempo andando por fé, a certa altura da caminhada, as seduções incidem contra nós com maior força. À medida que o tempo avança aqueles que estiverem atentos perceberão o quanto é necessário se refugiar em Cristo. Outros se deixarão vencer pelo mundo. 


  Todos os que foram despertados do sono, viveram a experiência de ter os olhos do coração iluminados por Cristo e aqueles que em certa medida centralizam Cristo em suas buscas, encontraram segurança, proteção e paz, mesmo em um mundo combalido pela desesperança, corrupção, declínio social e guerras. É em meio a situações extremas que temos a oportunidade de perceber que embora o evangelho tenha sido apresentado para nós apenas como uma doutrina mais perfeita, ele é de fato a manifestação da imagem do filho de Deus.
  
 Circunstâncias fortuitas produzidas pelo mal no mundo transformam os períodos mais terríveis de nossa experiência humana em ricas oportunidades de conhecer que o evangelho é o poder de Deus para todo que crê. A maior experiência dos que são nascidos de Deus é vencer o mundo se movendo nele sem pertencer a ele, sem se deixar afetar por seus males ou se render aos prazeres que há nele. Pois nem o desejo desenfreado da carne, nem a cobiça dos olhos ou a soberba da vida, vem do Pai, mas vem do mundo. Se ainda classificamos as coisas do mundo entre boas e más, aceitamos como bondade o que o mundo reconhece como sendo bom e rejeitamos o que o mundo considera mau e pernicioso, estamos presos ao reino do mundo, guiados pelo principado que atua no mundo e não vimos o Reino de Deus. Nossa rendição a Cristo implica peremptoriamente em vencer o mal e o bem do mundo pela fé na verdade.

  Muitos de nós sentem-se aborrecidos com o pensamento corrente mundano, mas poucos compreendem que quando Jesus falou sobre as aflições que teríamos no mundo, ele estava nos identificando com ele em suas aflições, deixando-nos a esperança de vencermos o mundo pela fé.  É na força do Espírito que está a nossa força. Nossa fé é o poder que vence o mundo, e esse poder será cada vez  mais constante e eficaz, quanto maior nossa certeza que a vida que recebemos é a vida de Deus se movendo em nós. O quanto isso é verdadeiro para mim e para você, determinará nossas reações frente ao bem e o mal e será o um medidor fiel do quanto amamos o que há de bom no mundo ou tememos infortúnios dessa vida. No homem que ama o mundo não está o amor do Pai, de igual modo, aquele que teme os poderes desse mundo, ainda não aprendeu a confiar no Cristo que recebeu. 

   Temos o dever de expandir o Reino do céu enquanto estamos aqui. Mas voltar-nos para o mundo com o intuito de corrigir suas incongruências, demonstrará apenas uma postura religiosa frente ao maligno. Não precisamos nutrir qualquer esperança de testemunhar transformações seguramente positivas naquilo que chamamos de reino desse mundo. Jesus nunca prometeu reformar o mundo que repousa no maligno, mas sendo enfático ao afirmar que “venceu o mundo”, deixou-nos a esperança de sermos transportados para o seu Reino para cumprir a vontade do Pai mesmo enquanto estamos aqui. Ele veio resgatar os filhos de Deus e não aperfeiçoar ou transformar o mundo. E todos aqueles que amam sua vinda estão assentados nas regiões celestiais onde ele habita.

   É quando fitamos nosso olhar para o alto buscando aquelas coisas que Deus nos preparou, e que são desconhecidas do mundo que passamos a ver o mundo como ele é. A busca pelas coisas do alto nos fará desistir de qualquer tentativa de conquistar o mundo e também das atitudes de luta contra ele. Nessa quietude, nesse silêncio, nossa salvação se desenvolverá e a confiança se multiplicará trazendo a vitória para mais perto de nós.  








20/12/2015 08:29

COMO LER E APLICAR OS ENSINOS DA BÍBLIA

  


   É importante para qualquer cristão adquirir certa medida de compreensão do plano de Deus através da bíbliaSeremos mais felizes se examinarmos a Bíblia focando as atitudes divinas em quaisquer mudanças que ele opera em Israel, para daí encontrarmos com mais clareza seu plano para o mundo e a Igreja. A isso chamamos salvação de Deus. E tudo o que foi registrado a esse respeito serve de exemplo para nós. São as misericordiosas intervenções divinas que desvelam o plano redentor e a vontade de Deus para o homem. Esta é uma chave poderosa para conhecermos o caráter divino. Ao contrário das imprecações da lei que distinguem as consequências do erro humano e a má colheita dos povos, toda vez que Deus intervém na história humana, temos uma revelação do seu zelo, cuidado e amor. 
   
   Além da grande importância histórica para todos os povos desde os tempos primórdios até a consumação do plano eterno, há várias profecias por se cumprir e muita simbologia aparentemente indecifrável na Bíblia e por isso muitos desistem de ler as escrituras antigas. Enquanto isso os incrédulos do mundo se aproveitam de nossa ignorância para Zombar da palavra de Deus. Embora sendo a palavra inspirada pelo Espírito santo, existe muito elemento humano envolvido nela e muitos se aproveitam disso para afirmar que a bíblia é um livro escrito por homens. De fato, o temperamento dos homens que a escreveram pode ser facilmente discernido pela mente iluminada que já se familiarizou com sua leitura, mas para um iniciante isso passará despercebido. Sendo assim, não é sensato aceitar opiniões particulares de pessoas que colocam em dúvida a veracidade dos textos bíblicos, com base apenas em um conhecimento intelectual e superficial. Por outro lado, embora seja correto afirmar que toda a bíblia deva ser apreciada como a verdade de Deus, não é sempre que tomamos conhecimento de uma porção de seus escritos que estamos de posse de uma verdade enviada diretamente por Ele.

  Por todas estas razões, para uma leitura mais proveitosa da Bíblia é preciso considerar alguns pontos antes de sair por aí afirmando um falso testemunho. A atenção especial com as interpretações do antigo testamento é o primeiro deles. A visão judaica de sua própria história não tem qualquer valor espiritual para a Igreja a não ser que O Espírito de Deus esteja atuando para revelar algo relevante do ponto de vista da aplicação da justiça que precede a instalação do Reino de amor. Logo, a Bíblia não nos autoriza de maneira nenhuma a promover guerras em nome de Deus. 

  É bom ter a mente esclarecida pela visão que Paulo, judeu legítimo, e cristão genuíno transmitiu em suas cartas, onde deixa claro, que as ordenanças e cerimoniais devem ser reconhecidas como algo obsoleto para nós hoje. Em Cristo recebemos poder para obedecer seu Espírito santo e cumprir a vontade de Deus exatamente porque toda lei se cumpriu nele. Mas isso não significa que devemos menosprezar a antiga escritura. Há ensinamentos ricos e úteis à nossa disposição em qualquer porção da Bíblia, desde que iluminada pelo Espírito para nos edificar. 

  É comum vermos pessoas propagando o ódio, a violência e vingança tendo por pretexto as leis Mosaicas como suposta vontade de Deus para os homens hoje. Mas isso é um engano terrível. Além de demonstrar sua total ignorância bíblica, estas pessoas causam um grande mal a si mesmos e ao mundo. Moisés era um líder político terreno e como tal estava autorizado a impor uma constituição de leis civis ao povo que estava sob sua jurisdição naquele tempo. quando afirmamos que as imprecações da lei envolvendo retaliações olho por olho e dente por dente, envelheceram e não foram deixadas na bíblia para nossa geração, não estamos sugerindo que Deus tenha mudado de ideia no meio do percurso. Estamos afirmando que somente o evangelho é a revelação da vontade de Deus. 

  Uma vez que recebemos algo melhor é inútil voltar à lei que nos condena ao inferno de fogo. João Batista nos revela isto ao declarar pela primeira vez que a lei foi dada por Moisés mas a graça e a verdade nos vêm de Jesus Cristo. E é por isso que ao ensinar sobre Jesus o profeta esclarece que Deus nunca foi visto por alguém, mas o unigênito filho de Deus que está no seio do Pai é quem o revelou. (João; 1.17-18) através da revelação do evangelho, sabemos que a vontade de Deus é Cristo em nós.

  Na verdade as antigas imprecações, representam um retrocesso inclusive para o povo dos dias de Moisés. Foi quando os hebreus rejeitaram os dez mandamentos da lei, e fez para si um bezerro de ouro, que os hebreus caíram nas mãos dos deuses de Canaã ficando sob o jugo dos povos e passaram a ser conduzidos pela mesma constituição de leis civis que regiam os pagãos. Ou seja, esse código de leis antigas, representa, aquilo que o povo recebeu como consequência à rejeição ao sacerdócio espiritual. A lei santa escrita nas tábuas, ou os dez mandamentos são incomparavelmente superiores às leis governamentais dos povos vizinhos. Além do mais, Moisés era terreno e aquele que vem da terra fala da terra, mas aquele que vem do céu fala do céu e é sobre todos.( João 3. 31)

  Portanto, devemos reconhecer que qualquer retorno à lei dos povos deve ser atribuído unicamente ao homem e não a Deus. Embora fazendo parte do texto judeu, as leis de Talião não foram entregues a Moisés diretamente por Deus e sim por intermédio de anjos que governavam os povos rebeldes. Jesus as aboliu incontestavelmente no Sermão do Monte quando nos ensinou sua doutrina, dizendo: "Foi dito aos antigos...Eu porem vos digo..." 

   As leis terrenas são apropriadas para um povo terreno, escravo do pecado e das coisas terrenas. E surgiram no mundo antes de Moisés. Esta constatação tem levado alguns incrédulos a reduzir a beleza dos textos bíblicos na tentativa de anular o valor espiritual de sua mensagem as vezes acusando a bíblia de ser um antigo plágio de fábulas profanas. Eles ignoram a verdade de que todas as semelhanças estão restritas à jurisdição política e terrena aplicada ao malfeitor como qualquer constituição natural. O governo de Moisés nada tem a ver com a governo celestial. É a isso que Paulo se refere quando diz que a lei era o ministério de condenação e não de salvação. É por isso também, que ele afirma que Moisés era de dois mas Deus é um. Ao longo das escrituras dos profetas não há um único registro de incentivo a violência e apedrejamento de pessoas. Os profetas são unânimes ao alertar o povo para retornar à obediência aos dez mandamentos exatamente com o intuito de coibir a injustiça, inimizade e violência.  

  Ao ler o novo testamento junto com os escritos dos profetas você irá perceber que quando o Reino de Deus for estabelecido na terra como está no céu, não haverá guerra, nem inimizade de espécie alguma  por que o Reino de Deus é o Reino do filho de seu amor. É por isso que o ensino espiritual oculto nas histórias das guerras do povo judeu, não pode ser apreendido por uma mente que não foi iluminada pelo Espírito santo. O novo testamento apresenta-nos o Deus supremo e altíssimo como um Deus de amor e Pai de todos. Cremos que quando Ele se revelar ao mundo através dos canais humanos, as guerras cessarão e o amor governará a terra. 

   Mas antes que a paz venha e nós tenhamos alcançado a estatura apropriada para acrescentar o dom do amor de Deus que atua pela fé, será necessário que se cumpra várias profecias relativas ao fim da transgressão humana. Para esse fim recebemos o evangelho de Cristo que nos ensina a sofrer o dano, a pagar o mal com o bem, a emprestar sem esperar restituição, a dar a César o que é de César, amar o inimigo e abençoar os que nos perseguem. O resultado desse novo modo de vida, não será outro senão a glória de Deus enchendo a terra. Paulo afirma isso quando diz que a glória do evangelho é a imagem de Deus. Este evangelho nos salva porque destrói o antigo modo de vida egoísta colocando um fim à semeadura humana e esvaziando o mundo das imprecações da lei de vingança e maldição. Este evangelho é o poder de Deus para quem crê. Quando somos justificados pela fé em Cristo, seu alto padrão de justiça nos é imputado e adquirimos o poder para alcança-lo. É deste poder que nos fala o evangelho. Todas as ações sobrenaturais derivam deste mesmo poder. Mas até chegarmos lá há necessidade de uma lei que force os transgressor a recuar de seus maus intentos. Para isso cada nação tem uma constituição própria, assim como era com os povos antigos. 

  Não acredite em ninguém que venha lhe dizer que a desobediência à bíblia irá levá-lo para o inferno. A bíblia não deve ser para nós os cristãos, o mesmo que a Torá para os judeus legalistas, ou o que o alcorão representa para os muçulmanos. O povo cristão é o único povo da terra guiado por um Espírito vivo e poderoso, que salva, justifica, ensina corrige e alimenta suas próprias ovelhas. Aos poucos você irá perceber que para um cristão legítimo, a Bíblia é mais que um conjunto de leis, ordens e mandamentos que devam ser obedecidos cegamente. O verdadeiro guia é o Espírito que a inspirou. Ele cuidará de você. A leitura simples desse livro promove a lavagem da mente, muda nosso pensamento conformando-o com a maneira de Deus e renova nossa consciência, mas não deve ser decorado como um manual de comportamento. Lembre-se que o Espírito vivifica, mas a letra mata. 

   Existe mais verdade presente na Bíblia do que nossa capacidade de aplicá-la para usufruir de uma vida perfeita e abundante. Mas ela pode ser um manancial de vida para os que estão a caminho da verdadeira espiritualidade, pode ser morte para os mortos, ou se transformar em armadilha nas mãos de fanáticos carnais. É preciso cuidado, sobretudo em não aceitar que ninguém a use como arma para condenar e amaldiçoar você. Foi para te salvar que nos últimos tempos Deus nos enviou o Espírito do filho que nos ensina todas as coisas. Cristo é o seu pastor e salvador, é Ele quem te justifica, é ele quem te alimenta e te ensina. Ele cuida de você.
  
  Para adquirir compreensão do plano de Deus, leia a bíblia inteira com espírito reverente sem se preocupar em compreendê-la de uma só vez. Apenas alimente-se da vida que lhe é concedida através da leitura. Depois leia de novo quantas vezes puder e verá que a cada nova leitura aqueles textos que pareciam incompreensíveis vão sendo iluminados sem qualquer esforço de sua parte. Se você crê em Deus e em Jesus seu salvador, estará livre para ler a bíblia sem ajuda dos teólogos e comentaristas bíblicos sem se prender às doutrinas e tradições humanas. Não é raro perceber o quanto torcemos os textos para reafirmar nossa doutrina predileta. Razão pela qual há tanta divisão, confusão e cegueira no cristianismo. Fuja disso também.

  Busque sempre mais luz sobre as interpretações que abraçou usando a própria Bíblia para interpretá-la e melhorar sua compreensão, mas não caia na armadilha de relativizar a verdade ou escolher por si mesmo o  que deve ser retido ou rejeitado. Revise sempre os textos mais difíceis e leia capítulos completos, para ter uma visão mais profunda sobre o mesmo assunto. Isso evitará que você se transforme em um sectário intolerante mais tarde. Procure sempre a companhia de outros irmãos para compartilhar a vida que recebeu e receba o que eles tem para dividir com você. Ficar sozinho com a bíblia te deixará confuso, ou orgulhoso, ensimesmado e autocentrado. E essa é a melhor receita do fracasso espiritual. 

                                                 A bíblia e a vida cristã 

   
  O ideal é que cada discípulo seja guiado por esta unção que é nos dada gratuitamente como o único guia capaz de nos ensinar a agir com prudência, sensatez e justiça. Somente Ele é capaz de mostrar de maneira clara, como e quando aplicar a palavra vivificada por ele mesmo. Normalmente a palavra do Espírito nos é enviada como ordem juntamente com o poder que nos auxilia a obedecer sem qualquer resistência. Sim, isso é possível e muitos de nós têm vivido tal experiência. 

  Porém, se por alguma razão, esse poder não tenha sido revelado ainda a você, você pode agir movido pela fé inicial que o capacitará a cumprir aquilo que é específico à sua estatura. Receba com gratidão os ensinos que lhe chegam como leite espiritual. Seja expectante e Deus os enviará a você progressivamente. Seja corajoso agindo de maneira a se aproximar o máximo do sentimento e ação de Jesus Cristo. Se contudo não conseguir, ore, se arrependa e tente de novo, mas aplique o evangelho em sua vida pela fé até que possa ser guiado pelo espírito para amar como Jesus amou. Caso sinta-se sozinho nesta caminhada, saiba que nas escrituras dos profetas e cartas dos apóstolos você encontrará exatamente o que precisa para seguir sua vida cristã livre de tropeços por que a vida será transmitida a você. Mesmo que não tenha um discipulador por perto, ou um exemplo humano a ser seguido confie em seu redentor e não recue. Se você não se apartar da doutrina dos apóstolos, toda a bíblia será de grande utilidade na aplicação prática do evangelho em sua vida. 

   Quando o Espírito falar com você através da palavra, invariavelmente uma sensação imediata de alívio e saciedade sobrevirá ao seu coração, inclusive quando for constrangido a se arrepender. E aquilo que for operado em seu interior será definitivo. O mesmo não acontece quando a repreensão é transmitida por via meramente humana. Porque quando O Espírito fala, a palavra de ordem chega com poder completo, trazendo ao seu coração o senso de justiça necessário para efetuar o que lhe é requisitado. É como um registro que não se pode apagar. Descanse nessa graça e jamais se sentirá sozinho no caminho, jamais terá fome ou sede.  

Algumas vezes pode acontecer de Deus não enviar uma palavra quando você a aguarda ansiosamente e você se verá sem força suficiente para cumprir a vontade dele em situações difíceis. Mas lembre-se: Ele jamais te desamparará. E não permitirá que você enfrente tentações maiores que sua capacidade de suportar. Juntamente com a tentação virá o escape. Se possível, divida com um irmão suas dificuldades, mas não se esqueça: Sua vida cristã é vivida em secreto com Deus. Ninguém pode vivê-la para você.

 

Ivaneide Aquino

13/10/2015 19:56

A VINDA DE CRISTO

Como se impele a fumaça. assim tu os impeles, assim como a cera se derrete ante o fogo, assim pereçam os ímpios diante de Deus. Mas alegrem-se os justos e se regozijem na presença de Deus e folguem de alegria. (Salmos 68: 2.3)



Nos últimos dias, a vinda de Cristo se tornou o tema mais comentado entre os cristãos de todo planeta. Depois de muita divisão criada pelas várias linhas de pensamento teológico, há uma nova perspectiva surgindo entre os cristãos e grande parte das teorias discutidas por séculos se reduzem a cinzas diante de nossos olhos. Principalmente porque as recentes reviravoltas no cenário mundial colocam em xeque grande parte das antigas especulações sobre o assunto. Presenciamos literalmente o cumprimento de algumas profecias e poucos se arriscam a afirmar que a Igreja será retirada da terra antes da tão temida tribulação. O pós- tribulacionismo começa a ser reconsiderado. Alguns, entre os que se arrepiavam só em pensar nessa possibilidade, repensam suas antigas posições voltando às escrituras para encontrar mais luz sobre o assunto.

 Essa crescente necessidade por elucidação das revelações apocalípticas, tem guiado muitos de nós a buscar conhecimento em milhares de livros e sites à disposição no mercado, como se nas bibliotecas do mundo estivesse a chave para desvendar os grandes mistérios que buscamos compreender. Alguns têm colocado nisso a esperança de sua espiritualidade como se fosse possível encontrar no mundo a receita de sua segurança. Nesse cenário cada vez mais bombardeado e aberto à todo tipo de informações, os falsos mestres e oportunistas de plantão se aproveitam para apresentar novidades que apenas contribuem para aumentar a confusão.

  Após refletir em todas essas coisas, concluo, sem nenhum peso, que ainda que a desestabilização religiosa tenha lá os seus inconvenientes, tudo o que está acontecendo é necessário ao processo de crescimento dos cristãos, mas o que nos livra de dores maiores é a permanência na fé. É melhor não estar firmado em nenhuma doutrina, guardando a fé e confiança em Cristo, do que viver relaxado e seguro por abraçar uma doutrina humana. É melhor retornar à simplicidade do evangelho, do que se afogar no mar de ofertas nem sempre honestas do mercado religioso.  

Ao ser corretamente compreendido, o evangelho puro nos leva ao reconhecimento da fragilidade das antigas estruturas e este pode ser exatamente o ingrediente mais importante para acordar quem se sentia confortável enquanto dormia em um frágil berço doutrinário que não atende aos anseios mais profundos de nossa alma. Afinal, coerência teológica pode ser útil para nos livrar dos enganos de nossa mente, mas não resolve os problemas mais cruciais da humanidade.

  É importante compreender também, que Deus quer que nos livremos das antigas cargas para experimentarmos uma certa leveza necessária a quem busca na fonte da vida, a verdade que pode de fato libertar das prisões religiosas. Acrescentar novos aditivos às antigas teorias apenas demonstrará o quanto rejeitamos a cobertura do Espírito. E embora a ideia de estar trajando uma roupagem nova nos pareça confortável e interessante, é bom não nos iludir: As novas muletas fabricadas por nós podem apresentar silhuetas aparentemente ortodoxas, mas a verdade é que todas elas sem exceção são forjadas para negar O Espírito e matar a fé. Isso é suficiente para afirmarmos que todas serão igualmente destruídas. 

 Deus remove nossas antigas muletas para nos ensinar a confiar nele e andar pela fé. E não irá tolerar os novos ingredientes adicionados à teologia para acorrentar suas ovelhas em um um novo tipo de religião mais moderna. Vivemos dias de um juízo tão iminente que tudo que pode ser abalado se desfará como cinza, incluindo aí tudo que é engendrado na mente humana. A mesma sentença que Jesus proferiu contra as tradições e doutrinas humanas nos dias de sua carne deverá se cumprir também em nossos dias. Nada do que pode ser abalado resistirá ao fogo do juízo. Como está escrito:

"Toda planta que meu Pai não plantou será arrancada".


 Ao invés de acreditar em teorias que possam afetar nossa fé ou até nos arrastar inadvertidamente pelo engano,o ideal é que cada um cuide de si mesmo, guardando a doutrina que recebemos de nossos Pais, os apóstolos. Somente nós e ninguém mais será cobrado por ter colocado a esperança de salvação e segurança em ensinamentos humanos. É obvio que os dias são maus. Mas isso não quer dizer que devemos resolver por nós mesmos as deficiências de nossa fé, abrigando falsos ensinos por receio de sermos atribulados. Em todas as profecias dos evangelhos e cartas dos apóstolos encontramos uma lógica muito precisa e a garantia de que somente os materiais perecíveis se desfazem no fogo. Desse modo, uma vez que estamos firmes na rocha que é Cristo nada temos a temer. A grande tribulação não afetará os verdadeiros cristãos, pois seu objetivo é exatamente separar o verdadeiro do falso.                

  Por outro lado não podemos negar que há urgência de nos separarmos para servir nosso Deus com integridade. Pois sendo Ele o justo Juiz não seremos tidos por inocentes por nos deixar arrastar pela frieza e apostasia destes dias. É possível sermos cheios de ensinos enquanto nosso amor se esfria. Creio que esse terrível laço pode ser mais insidioso quanto mais o dia se aproxima. De maneira que vai ser necessário muita perseverança e diligência para manter acesa a chama do Espírito. Manter nossa esperança focada somente em Cristo ante tantas ofertas de escape não nos parece tarefa fácil. Contudo, a despeito de qualquer aparência o Deus da palavra prometeu não fazer nada sem antes revelar aos seus servos e profetas. Descansemos nisso sabendo que Ele fará tudo a seu tempo segundo o que já está escrito, mas somente os corações que ardem de amor por Ele saberão o que significa tal promessa. É aí que está o cerne da questão.Precisamos de muita sobriedade. 

  Manter-se sóbrio nestes dias é nosso maior desafio. Diante das sedutoras ofertas do mercado cristão moderno que tendem a nos envaidecer, diante do excesso de conhecimento que entorpece nossa consciência, ficamos com uma falsa noção de maturidade e segurança podendo nos desviar do foco principal. Mesmo sabendo que é inútil revirar bibliotecas para encontrar pérolas para enriquecer nossa alma, muitos se lançam com avidez a qualquer novidade que lhe é apresentada. 

É possível encontrar algum valor em tudo o que se produz no meio cristão, mas isso não quer dizer que estamos no caminho certo quando nos enchemos de conhecimentos. Além do mais, não se semeiam pérolas. Nossa riqueza de conhecimento pode ser usada contra nós para nos empobrecer podendo se reduzir rapidamente a nada ou se transformar em mera vaidade e produto para exibição. Definitivamente não é hora para esse tipo de coisa. 

 A vida disponível na palavra vivificada pelo Espírito de Deus deve nos bastar. É na palavra vivificada que reside toda pureza e objetividade para nosso despertamento, consolo e encorajamento. Quando vivemos sobre a base da vida concedida pelo Espírito, prosseguimos na caminhada seguindo nosso mestre com confiança cada mais crescente. Refugiar-se nele é nosso maior trunfo nestes dias em que tantos se deslocam de pra cá como ovelhas sem pastor. Ele mesmo é a habitação de seu rebanho. Nele há provisão de bondade. Ele enviará chuva em abundância para confortar seu povo cansado. E embora esperar em Cristo é hoje privilégio de poucos, é somente  nele que encontramos a paz e a força para não desfalecer nem temer mal nenhum. Ele é Rei em seu santuário e prometeu habitar em nós para sempre. E isso jamais será invalidado.

Ivaneide Aquino

05/10/2015 22:27

HÁ UM HOMEM NO CÉU

“Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenham medo; pois eu sei que buscam a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Venham, vejam o lugar onde o Senhor jazia. Vão pois, imediatamente, e digam aos seus discípulos que já ressuscitou dentre os mortos. E ele vai adiante de vocês para a Galiléia; ali o verão. Eu tenho lhes dito. (...) E, indo elas a dar as novas aos seus discípulos, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu lhes saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés, e o adoraram. Então Jesus disse-lhes: Não temam; vão dizer a meus irmãos para irem à Galiléia, e lá me verão”. (Mateus 28.5-10)

  O grão de trigo caiu em terra para morrer e frutificar como primogênito entre muitos irmãos porque era parte do plano que ele levasse muitos filhos à glória.  Não há beleza real na salvação pela morte do cordeiro se não temos uma visão da glória da ressurreição. Para anunciar salvação em Cristo não podemos estar restritos a justificação pelo sangue que embora sendo uma obra eterna, permanente e invariável, é necessária como meio para efetuar a verdadeira salvação que recebemos em nossa união com o Cristo ressurreto. É do poder da ressurreição que nos vem a capacidade de demonstrar o poder do evangelho sobre o coração e a vida.Sem a ressurreição de Cristo, além de comer, beber e depois morrer, nada mais nos restaria nessa vida a não ser mostrar através do duro esforço da carne o quanto nos tornamos bons hebreus. 

  O progresso em nosso testemunho não acontece por um acúmulo de conhecimento intelectual da verdade. Além de ser justificado pela fé e receber dons que são as dádivas da graça para todos os homens, o crente deve progredir nessa mesma graça, e avançar para o que é perfeito. Deve ser melhor hoje para ser melhor amanhã do que é hoje e isso não seria possível sem a união de nosso espírito com Espírito do filho glorificado. Mas quem se une a Cristo é um espírito com ele.  

  Infelizmente poucos de nós sabem que o objetivo dos ensinos básicos dos apóstolos no novo testamento é nos conduzir à obediência pela fé inicial até que venha o poder da vida que nos dá liberdade para obter vitória contra o pecado quando ele jaz à porta. Provera Deus se para cada um de nós chegasse o dia de compreender sua real posição em Cristo com base no conhecimento dessa vida. E isso se aplica também ao caminho da Igreja. Não há como fugir. A carreira cristã e o caminho da igreja será uma experiência viva e vitoriosa somente através de nossa união plena com a vida que vivifica os mortos.

  A base dos ensinos dos apóstolos era a ressurreição de Cristo e o testemunho da Igreja dos apóstolos, a vida de ressurreição. Paulo avançou em seu testemunho e estava pronto a encorajar seus irmãos. Sem o poder da vida, mesmo após uma conversão verdadeira é possível que a força inicial da conversão se reduza, o progresso na caminhada desapareça e nossa pregação se esvazie do poder que soprou nas narinas dos apóstolos a nova vida que iria adiante deles. Sem o poder da vida nossas melhores obras não são melhores que aquilo apresentado como efeito da boa filosofia. Nós porém,temos desgastado a mensagem do crucificado embora reste-nos pouca alegria pela consumação da obra completa. 
  
  Mas graças à soberana intervenção divina, o avanço necessário para renovação da vida na Igreja jamais falhará. Deus em seu imenso amor tem socorrido gerações mortas, levando seus filhos à experiência de noites de escuridão, vazio, desânimo e cansaço. As vezes esse  é o único recurso para forçar a Igreja a olhar para o alvo e, romper pela fé vencendo suas metas até o dia final. Sem esse arranjo soberano estaríamos agarrados ao que possuímos, o evangelho seria progressivamente rejeitado e o mundo jamais conheceria o verdadeiro poder de Cristo que excede todas as melhores obras dos homens. Aqueles que de fato entenderam a necessidade de abandonar o que para trás fica pelo desejo de seguir adiante onde Cristo vive, serão confrontados com a distância entre suas obras e o alto padrão do alvo de nossa vocação. 

  É Deus quem dá o crescimento, mas isso se concretiza na realidade da vida que encontra seu real significado em nossa união com o Espírito do Cristo que ressurgiu. Mesmo que isso nos custe sofrimento e dor, se formos sinceros e diligentes buscadores da verdade, se estivermos entre os inconformados com o mero conhecimento intelectual da mensagem do evangelho, certamente haverá mudança de perspectiva interior e o Senhorio de Cristo será revelado com poder desde nosso coração até os confins da terra. Se isso acontecer de forma coletiva um novo sopro de vida invadirá as trevas de tal modo que seremos transformados além do que podemos imaginar.Que possamos crer nisso. 

  Não somos melhores que os discípulos que estavam tristes e choravam antes de receberem renovo pelo sopro da verdade. Depois de consumada a obra da cruz, depois da remoção dos seus pecados, eles ainda estavam tristes e sem entendimento. Mas ao receberem a bênção da nova vida, adoraram, e com grande exultação retornaram para Jerusalém. (Lucas. 24-52) Essa alegria, esse júbilo, esse consolo, essa realidade plena, não podem ser verificados em alguém que recebeu a obra da graça, crendo apenas na morte do justo pelo pecador. É na vida de ressurreição que o Messias vem para nos governar e revelar seu senhorio definitivo subjugando o espírito da carne enquanto estamos aqui. Foi na ressurreição que ele nos deu vida nos identificando com ele. Não em sua morte. 

  Perante o olhar incrédulo de seus discípulos judeus, ele demonstrou sua autoridade sobre a morte ordenando às mulheres que anunciassem a ressurreição aos discípulos enfraquecidos pelos acontecimentos que cercaram a crucificação do mestre. Às mulheres foi dada a graça de indicar o caminho da ressurreição aos discípulos guiando-os ao lugar de encontro com o Cristo ressurreto. A uma certa mulher Cristo se revelou de maneira sobrenatural como aquele que é “Raboni”, o mestre dos mestres. Isso é o poder da ressurreição! Contra todo argumento da lei, contra toda condenação que pesava sobre as mulheres, Jesus enviou adiante de si um anjo para falar da ressurreição primeiramente às mulheres. 

  Depois da ressurreição suas palavras transformaram com vida e poder o coração dos discípulos. E isso é o poder da via sobre a morte. Sem ele seria impossível a um hebreu aceitar qualquer mensagem espiritual da parte de uma mulher. Há um homem no céu e nós estamos neleImaginem a repercussão dessa obra diante das hostis infernais da maldade!

   A vitória da vida sobre a morte é a marca da ressurreição, a prova de que tudo está de fato consumado e nada mais resta por fazer. Foi na ressurreição e não na cruz que ele despojou principados e potestades e os expôs publicamente triunfando em si mesmo. Depois de sua aparição como homem ressurreto Jesus esclareceu definitivamente quem ele era e ao que veio. E fez isso entregando-nos a mensagem mais potente e gloriosa que a humanidade já recebeu: “Subo para o meu Deus e o vosso Deus, meu Pai e vosso Pai”. 

Aleluia, a vida venceu, há um homem no céu!

Ivaneide Aquino

04/10/2015 07:26

DIAS DE NOÉ E LÓ

(...)nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio. Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios. ( II pedro 3.3-7)


Jesus relembra o modo de vida das sociedades da época de Noé e Ló, para alertar os discípulos sobre os dias de sua vinda. É muito fácil perceber que o declínio social daqueles povos ameaçava a total destruição da raça dos filhos de Deus. Ao invés de encarar o fato de que esse declínio tem se intensificado em nossos dias, na maior parte das vezes optamos por não nos envolver seriamente nisso. Mesmo percebendo a proximidade de um juízo iminente estamos tranquilos por sermos os salvos. Somos cristãos e isso parece nos bastar.Será? 

  É exatamente por sermos tão treinados a pensar na salvação recebida somente em termos de alcançar uma glória futura no céu depois de morrer que se apropriar dos benefícios dela contra as sutis investidas do pensamento do mundo é algo tão complicado em nossos dias. É por isso também que quando o assunto é grande tribulação e juízo, a maioria dos cristãos se agarra cada um à sua doutrina teológica predileta e ao final todos suspiram aliviados por serem cristãos salvos e não pertencerem ao grupo dos perdidos. 

 Porém, quando Jesus compara os dias de sua vinda com os dias de Noé e Ló, ele nos alerta que assim como aconteceu naqueles dias, o juízo abreviará o tempo da iniquidade exatamente por causa dos escolhidos. Os escolhidos são o prumo de justiça em tempos de perdição. O recurso utilizado por Deus para abreviar os dias maus e barrar o crescimento da iniquidade é exatamente o juízo.Não fosse a intervenção divina nem os escolhidos se salvariam, diz a palavra de Deus. 

  Os versículos que escolhi para encabeçar essa mensagem, mostram que nos últimos dias os escarnecedores estarão entre crentes professos. O texto é muito claro para negarmos a legitimidade de sua mensagem. Pedro se refere a pessoas religiosas quando prevê o surgimento de escarnecedores no meio do povo. Afinal, um ateu não questionaria a demora da vinda de Jesus, usando esse tipo de argumentação. É preciso vigiar. Alguém tem ideia de quantas vezes Jesus disse sobre a necessidade de vigiar?  Os anos passam e o mais seguro ainda é seguir esse antigo conselho. Hoje, mais do que nunca, vigiar é a única forma de se manter sóbrio e não sucumbir aos apelos do pensamento do mundo.

  Noé e Ló certamente eram crentes bem melhores que muitos de nós. Eles conseguiram manter a fidelidade em tempos marcados pela urgente necessidade de fuga do pensamento mundano corrente. Mas a lição mais importante que eles nos deixaram é que, quanto mais nos adequamos ao mundo mais difícil será perceber seus malefícios. Muitos serão incapazes de vigiar na última hora porque o mundo estará fabricando para si mesmo seu próprio Deus que atenderá a todas as necessidades humanas sem auxílio divino. Embora Jesus tenha nos alertado a perseverar na fé aguardando a manifestação do seu Reino que não é deste mundo, não são poucos os que nutrem esperança de construir o reino humano em um mundo melhor. As investidas desse engano surgem de todos os lados para nos distrair e nos desviar, concorrendo contra a verdade como um laço mortal.

  Enquanto olhamos para as boas coisas do mundo, nos iludimos a nós mesmos e não percebemos a necessidade de vencer o pensamento de nosso tempo. Enquanto nos gloriamos em sermos o povo salvo, sem perceber, cometemos os mesmos erros que enlaçaram o coração da mulher de Ló que não resistiu e olhou pra trás. Não quero demover ninguém de sua doutrina. Se você crê, você é um salvo e isso depende da graça, depende do trabalho de Cristo e não de suas posições religiosas. A questão é o quanto você será capaz de crer perseverando até o fim mesmo não vendo absolutamente nada, mesmo sem qualquer sentimento ou percepção da presença de Deus! Em algum momento sua fé será provada pelo fogo. Nenhum outro tipo de fé irá sobreviver às duras provações do tempo do fim senão a fé do filho. Somos salvos sim, mas não imunes de ser tragados pouco a pouco pelo mundo, ou de nos agarrar ao pensamento corrente e seguir com ele a caminho do juízo. É bom lembrar que Jesus estava falando para discípulos. Foi aos crentes que ele dirigiu suas palavras de alerta.

  Observamos por um pouco, nossos pensamentos, sonhos, ambições e interesses e vejamos em que eles se distinguem dos sonhos, pensamentos e interesses comuns das pessoas que classificamos como caídas, incrédulas e mundanas. Sejamos honestos em reconhecer que nossa mente está voltada para nossa saúde, honra pessoal, para as boas coisas dessa vida e os proveitos mundanos.Vejam quantos cristãos bem intencionados estão impedidos de orar sem cessar, meditar na palavra e vigiar por estarem engajados em suas próprias edificações que consideram a obra de Deus! Pensem nos que andam despreocupadamente e seguros por achar que seus esforços para promover algo que se aproxime com a Igreja dos apóstolos equivale ao trabalho de Noé. Pensem nos enganados que acreditam firmemente que suas Igrejas, seus ministérios são a própria arca que salvará a raça humana da perdição. Pensem! 

  Quanto engano há em nosso meio! Esses mesmos desvios, esses mesmos enganos irão crescer e frutificar até a última hora. Quantos de nós em um passado recente negaram à geração atual a força do testemunho de Cristo por pensarem que eram salvos e jamais seriam provados na última hora. Quantos por acreditarem que a justificação pelo sangue de Jesus os livraria das provações do fim levaram uma vida cristã relaxada deixando atrás de si um legado fraco. Nós somos responsáveis pela degeneração das gerações vindouras! O que acontecerá com essas pessoas quando se decepcionarem com as doutrinas humanas depois de apostaram nelas todo seu modo de vida?

  Afinal, quantos de nós estão negando a própria vida para andar com Deus? Quantos receberam da parte de Deus instruções para edificar? A verdade é que queremos comer e beber no reino, mas sem desistir dos privilégios que o mundo oferece. E por esse equívoco a obra de Deus tem sido usada pelo pensamento do mundo iníquo como cortina de fumaça para ocultar a verdade e deixar os cristãos tão preocupados com alianças desse mundo, tão ocupados em assegurar suas doutrinas, seus negócios, sua reputação, seus bens e ministérios que não percebem o mundo avançando ao redor, mesmo nos trabalhos considerados espirituais.

  Quando Jesus nos alerta a respeito do juízo, sua ênfase não é a construção da arca, nem mesmo a pregação da palavra e sim a fuga do amor ao mundo. Ele nos mostra a maneira despreocupada como as pessoas viviam enquanto Noé andava com Deus e foi divinamente instruído para fazer a arca. Não era tempo de priorizar o comer e beber, casar e se dar em casamento. Todas aquelas pessoas com suas alianças e casamentos com o mundo se afogaram nas águas do dilúvio. Como foi inconveniente e ridículo insistir nessas coisas e priorizar o mundo naqueles dias! Mas eles nada sabiam. A iniquidade havia se multiplicado, todos estavam confortáveis, embora a maior urgência do momento fosse andar com Deus, se refugiar nele e vigiar como fez Noé. Mas os homens daqueles dias “comiam, bebiam, casavam, e se davam em casamento até o dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos”. Parem um pouco, analisem a questão da maturidade dos tempos e o significado de uma colheita apropriada segundo o texto:

" Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor. Noé era homem justo e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus."  

  Essa foi a verdade que julgou o mundo em sua geração. Noé era homem perfeito e não tinha pastor nem bíblia. Não conhecia a lei de Moisés, mas era perfeito em sua geração. Deus julga segundo a verdade. Do mesmo modo aconteceu com Sodoma. Ló era um justo que se afligia com a devassidão de seus contemporâneos. E quando a justiça veio como chuva de fogo, havia muitas pessoas distraídas e ocupadas em comer e beber, comprar e vender, plantar e edificar. Quanto esforço vão, quanto desperdício de oportunidade! Mas eles não sabiam! E no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, sem aviso prévio e todos foram consumidos. 

Não é hora de nos encher de ensinos. É hora de andar com Deus e praticar esse evangelho de amor que nos condena perante os olhos do mundo. Jesus nos avisou que Sodoma e Nínive se levantariam no dia do Juízo para condenar cidades impenitentes. Isso não é brincadeira. Na cruz fomos conquistados para a prática da justiça. É isso que demonstra nossa salvação. 

Que Deus tenha compaixão de nós!


Ivaneide Aquino

03/10/2015 18:51

LANCE FORA SUA ANSIEDADE

“Não andem, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? De certo o Pai celestial de vocês sabe que vocês necessitam de todas estas coisas; Mas, busquem primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas serão acrescentadas a vocês”. (Mateus 6. 31-33)


  Embora possamos reconhecer que há algo de verdadeiro em todas as deturpações evangelísticas, o falso evangelho induz as pessoas a saltar etapas na busca das promessas da vida cristã.Como consequência disso, muitos ainda preferem acreditar seriamente que agora que estão a caminho com Cristo receberam algum tipo de poder para se apropriar de bênçãos materiais. Assim, ao invés de aquietar o coração e confiar, na maioria dos casos a vaidade cresce, as preocupações se amontoam e a cobiça prospera. 

  Exatamente para evitar isso, Jesus ensina os discípulos a deixarem de lado suas inquietações para buscarem primeiramente o Reino e sua justiça. Se não há força contra a ansiedade é porque invertemos a ordem dos fatores. É comum encontrarmos cristãos que trocaram a busca do Reino de Deus, pelas boas coisas dessa vida colocando em segundo plano a busca pelas coisas do alto. Mas não há como fugir do que foi estabelecido no evangelho. não podemos usar Deus para angariar coisas desta vida e ao mesmo tempo afirmar que somos cristãos. Tal postura apenas demonstra falta de compreensão da palavra do Reino. E nesse caso estamos impedidos de gerar frutos para Deus. Quando vier o fogo da provação não nos restará força alguma.

 Antes de experimentarmos os privilégios de nossa filiação, devemos aprender a andar como servos, como alguém que não possui qualquer direito, a não ser o direito de se livrar de suas pretensiosas requisições humanas. Ao nos apresentar um Pai amoroso que deseja acrescentar graciosamente tudo o que é necessário pra nós, ele está direcionando nossa fé à busca pela promessa de conhecimento real desse Pai e não pelas coisas que ele nos concede. Os ensinos do novo testamento são unânimes nesse propósito e quando obedecidos, será possível verificar um rompimento total das barreiras de incredulidade que nos impede de vivermos livres como filhos no reino de nosso Pai.

  Paulo também estava atento a isso. Quando nos ensina a orar lançando sobre Cristo nossas ansiedades, ele está querendo dizer que ao fazermos isso, nosso coração estará livre para prosseguir em comunhão com o nosso redentor. E nessa liberdade haverá espaço para ouvir a palavra e caminhar para o alvo sem impedimento algum. Esta é a grande questão aqui. Não importa o quanto somos ricos em dons espirituais. Se o nosso anseio ainda é pelas coisas do mundo, teremos que nos livrar disso ou andaremos algumas milhas a mais no deserto até que estejamos aptos a agir como filhos de Deus e co-herdeiros com Cristo. 

 A busca prioritária pelo Reino é a única forma de livrar nosso coração da cobiça que há no mundo. Somente depois disso saberemos o que significa ser guiado, suprido e governado por Cristo.  Pois vencer a si mesmo é a essência da promessa de liberdade que Jesus está nos propondo quando nos promete libertação pelo conhecimento da verdade. Sendo ele o único Senhor e nós sua propriedade exclusiva, é uma incoerência pensar que ele estará nos guiando enquanto nosso coração resistente se nega a desapossar o antigo senhor. Isso seria o mesmo que admitirmos que o ladrão é perdoado enquanto  está saqueando.

  Foi para a liberdade que ele nos chamou, mas antes de entrar na terra prometida há um deserto e depois do deserto, um Jordão para atravessar. Não somos conduzidos ao deserto para receber bênçãos materiais e sim para vencermos o desejo carnal de obtê-las. O deserto é o lugar no qual aprendemos a confiar, deixando a cargo do Pai o atendimento de nossas reais necessidades. Burlar esses ensinos nos é tão prejudicial quanto o aprendizado humano que nos transformou em espertos advogados de nós mesmos. 

 O evangelho deve ser vivido exatamente como foi estabelecido. Mesmo sabendo que o discipulado de Cristo não é seguido por regras e sim pelo mover da vida divina no interior de quem a recebeu, quando ensinamos o que não vivemos transformamos o poder do evangelho em meras palavras e nosso ensino é desprovido de poder e vazio de significação a ponto de transformar o poderoso evangelho de Cristo em pretexto bíblico para dar ocasião à ganância.

  Se andarmos na palavra viveremos a experiência de constatar em realidade que no reino de Deus, o contentamento simples demonstrado em nós por uma genuína ausência de necessidades constitui uma grande riqueza. 

Embora não exista no céu um Deus que imponha sobre nós algum tipo de regra que nos obrigue a viver a pão e água, fazemos parte de um sacerdócio real que é o grande cooperador na expansão de um Reino que não é desse mundo. Para sermos conduzidos à experiência de depender unicamente de Cristo, é necessário menosprezar nossas cogitações malignas e desse modo alcançar a promessa de sermos governados por Ele. Assim, veremos que as necessidades que não foram satisfeitas enquanto andamos no deserto, serão espontaneamente desfeitas sem qualquer esforço de nossa parte.

 Quem entra pelo aprisco das ovelhas, cedo ou tarde irá concluir que nossas carências exacerbadas e grande parte das imposições que sofríamos, eram produzidas pela vaidade que nos venceu, escravizou e nos matou. Livrar-se disso deveria ser o principal anseio de todo discípulo. Pois quando a vaidade não nos incomodar mais e nosso coração permanecer em completa paz independente se nossas carências estão sendo satisfeitas ou não, estaremos prontos para avançar e vencer as aflições do mundo andando sobre as águas. 

 Ivaneide Aquino

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